quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um dia . Talvez .

Um dia um encontro,
Noutro num acaso,
Outrora você chama de passado .
UM dia um descompasso
Noutro compasso
Outrora destino .
Um dia um ritmo,
Noutro dança
Outrora lembrança .
Um dia um toque ,
Noutro beijo ,
Outrora o gosto .
Um dia sim
Noutro não,
Outrora talves
Hoje nem sequer se vive ,
Tudo seguira pelo seguinte :
-Um dia irei te ver,
-Noutro iremos nos encontrar
- Outrora o arrependimento de não ter tempo de lhe encontrar .

Os nós

Há completa presença de nulidade em meus dias , há também ausência de pingos de mestria .
Sinto a presença de um travo amargo dentro do peito, e sinto o cansaço dobrar-me o corpo.
Lembro-me de quando tú reconhecia coisas preciosas em mim, coisas que tú reconhecia apenas com o intuito de levantar-me a auto- estima. Falava-me sempre de coias preciosas em mim, ainda que o que existisse em mim fosse a total ausência delas .
Há o som da chuva em meu corpo , que me serve de consolo.
Depois d' o nosso fim , andei revendo alguns retratos . Não há mais cor em nossas fotografias, só o preto e o branco, fotografias manchadas de falta de intrinseco em nós.
Tem sido pesados, os dias .Curvo-me diante do peso . Curvo-me de frente a esse relicario.
Um dia sugirá um desvio ... para que eu possa seguir em contra mão.
Deslaçou . Desamarou . Os nós .

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Prefiriria que o passado fosse totalmente apagado de nossas lembranças, se não o fosse totalmente ao menos essas lembranças ruins, elas vivem ao nosso encalço ,- vai ver, que esse sintoma de nostalgia seja combustivél para a sobrevivencia desse passado.
Preferiria milhoes coisas, preferiria ter o mar com o todo o seu coral na areia aqui de casa, assim nao precisaria ter que andar pelas ruas para encontrar o meu confessionario. Encomodo o meu.
Alguns pormenores sao realmnte intrigantes dentro de mim, são muitas minuciosidades e detalhes insignificantes que voce cria pra mim, cansa-me os tibres tantas minuciosidades assim.
Canso-me até comigo mesma, canso-me até das dores de cabeça.Canso-me.Às vezes tudo sem excessão me cansa.
Dias atras, poucos dias mesmo, tentei formar desenhos com as nuvens, nao consegui nada além de muito comun, dias atras quis contar as estrelas do céu aqui de casa. Do meu céu. Do céu que conteplo todas as noites . E, noite passada quis reler todas as suas cartas . Todas . Sentei no chao gelido do meu quarto e junto a penumbra que saia da janela , li, li uma por uma , atenta a cada letra , a cada virgula, a cada risco descontraido, tudo eu li .
Li, todos vezes o suficiente para que o sono entrasse no meu quarto de ponta de pé e me desse um sonifero , sem que o percebesse, e eu adormecesse alí, no chao gelido do meu quarto com a penumbra que saia da janela. - o sono, ás vezes me chateia .
Acordei com o corpo dolorido da rigidez do meu deleito, e continuei os meus outros dias com minha insignificante rotina , e o encalço de nosso passado .

terça-feira, 5 de maio de 2009

* Andei pensando , eu estava mesmo a espera desse tempo frio, descobrir que nao gosto de dias quentes e que dias frios me incitam para que eu acredite que o outro dia possa melhor. *A palavra que nesse instante uso é : " apetece-me". *Entede? *Apetece-me um livro. *Apetece-me alguem . *Apetece-me a contradição. *Apetece-me uma penela de brigadeiro. *Apetece-me algum cheiro. *Esses meus n's apetece-me , digamos que é bom , bom porque só os tenho , nesses dias úmidos. *Gosto de sentir a palma da minha mão gélida, gosto da ponta do meu nariz frio, e acho bonito as pessoas vestidas com roupas de frio. *Ás vezes prendo em mim formas mumificantes, é quando nao gosto de algo, por exemplo, do dia quente, costumo frazi a testa e balançar os´pés em um movimento uniforme de tamanha perfeição. Gosto do vai e vem de meus pés. *Inquietude.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

um livro, um verso .

Levanto-me assim mesmo, percebo as maos inquietas, tudo hoje me encomoda. Quero escrever para voce. Hoje nao tenho o que escrever, todavia se pensei em voce, irei lhe escrever . Quero lhe desenhar versos em meus papeis, quero lhe cantar algumas poesias, desenhar meu intimo, lhe contar uns sonhos. Depois, no enrolar de minha escrita, vou lhe criticar : - porque vc nunca me mandou um ramalhete de flores azuis ?porque nunca me levou para ver o por do sol? vc é sempre assim... ruin...porque vc sempre me olha , e nunca diz nada ? porque vc sempre acha graça de mim ? irei lhe fazer mil e um "porques", vc vai ler isso, e mas uma vez vai rir de mim. DEpois vou lhe rascunhar uns vicios, lhe dizer que gosto de brigadeiro feito com vinho, que meu chocolate preferido é o sonho de valsa e o serenata de amor, que um dia quero ter um fusca vermelho ( e, que aliás ultimante a minha cor preferida é o vermelho, semestre passado era roxo), depois vou lhe falar de chuva, de sol, de praia... de ar, de campo... e vou lhe pedir para me levar para ver flores do campo, depois vou dize que amo palhaços, que sorriu de bobagens , que quero ir ao circo. Quero lhe escrever uma carta, um verso, um livro, e nele falar de tudo , lhe falar de mim. Falarei também dos meus desenhos abstratos, resolvi, farei um fichamento de mim, do primeiro capitulo ao fim, vou juntar com as poesias , o livro, o verso , farei um pacote imenso para lhe enviar . - vou até o correio, olho o pacote , e no final ele fica por enviar . Depois.. num outro dia, vou olhar o pacote guardado, terei vontade de lhe escrever, pegarei um lapis de ponta afiada, e vou me recriar para voce , ma uma carta guardada que nuca lhe enviei .

domingo, 29 de março de 2009

-preciso de um baloiço, para baloiçar a mim, a ti . Para acalmar os nervos .

- As cinzas de mim, quando quero que cinza seja a mim .