sexta-feira, 29 de maio de 2009

Barquinho

Lembra de quando fomos atrevessar os mares por puro caprincho de aventura ?
O capricho era seu, a vontade de segui-lo em seus desvios eram meus , e fomos .
Tinhamos um barco , um pequeno barco que chamavamos de " nosso navio" , tú sempre ia até o leme segurava-o com força e olhava o céu .
Tú sempre enchergava os dias de uma nova cor , você sempre coloria os dias , você sempre coloria a nossa historia , você coloria tudo o que lhe permitia , ainda que tú me colorisse eu vivia sempre em uma fase de azuis , nada além de azul em mim, enquanto tú tinha cada detalhe de uma cor .
Teus olhos nunca pestanejavam quando tinham como foco o céu, você vivia uma loucura de poeta e eu vivia como minha propria vitima.
As ondas eram sempre ordenadas , seguiamos pelo seu ambito , faziamos a suas utopias , e moldavamos algumas realidades . Era sempre assim . Ainda que não fosse tamanha o divertimento de minha parte , eu via os olhos de satisfação brilharem em sua face .
Nunca acertavamos os relogios, era sempre a hora que quisessemos que fosse.
Havia sempre um secreto singular em nossos distintos mundos , e havia sempre uma vontade de assentar nas nuvens .
Seus olhos eram crus ainda , e você nao viu quando os meus sonhos escaparam pelos dedos .
- shiuuu...! eu tinha escondido um barquinho de papel . Faz segredo?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Existencia

- Há irônia nessas coisas que você grita quando resolve desafiar a mim . Não entendo o porque de tanta gritaria, nao entendo o porque dessa mudança de comportamento , não entendo .
Aliais nunca foi o meu forte prender minha atenção em principios alheios , mas confesso que observo mas do que pensas e mais do que sabe .
É certo, tú quase nada sabe , geralmente só são conclusões que tira , meras e simples conclusões nem sempre, ou digamos, guase nunca acerta no alvo quando sou eu o centro de suas conclusões .
Há sempre presença de bobagens em mim , sempre presença de fantasias , sempre presença da ausencia de n's coisas que ás vezes você aponta e diz enchergar em mim .
È sempre mais um dia , nunca pensamos ser um dia depois de outro dia , nem quando resolvemos mudar de rotina , é sempre mais um dia , nem sequer me preocupa mais coabitar minha existencia em outro ponto que nao seja a presença de solidão , a minha existencia sempre se satisfez com pouco .
Percebeu que há grandes mudanças em mim ?
Tudu bem , eu lhe confesso, são minuciosas as mudanças principalmente se você for procurá-la a olho nú , aliais, a olho nú você não enchergará nada, tudo igual .
Mas há mudança, dexei meu comportamento rabujento ou guase o dexei de lado .

quarta-feira, 27 de maio de 2009

- Fantasmas de minha fantasia .

terça-feira, 26 de maio de 2009

Tua voz

O som que produz tua falange e saí pela tua boca representa o seu particular timbre de voz . È de encantar . A tua faculdade de falar com seu timbre modificado apenas pelo canto embriaga os meus ouvidos .
A forma que em o verbo forma em sua laringe pelo ar que saí do pulmao e de sua boca é perfeita, tem uma voz linda .

domingo, 24 de maio de 2009

teus olhos verdes .

A peculiaridade de seus olhos prende-me atenção, a combinaçao é toda por igual pefeita , a junção do amerelo com o azul . O verde.
Todo o resto é um movimento indefinido que se faz lindo , tens nos olhos o seu verde particular , tem em ti imbuido o ar arteiro e timido, e vive em pró de engenhosas traquinagens . Eu sempre penso assim quando somos envolvidos pela distancia entre o meu lugar e o seu .
As distancias são como linhas , e nós os pontos a quem a linha liga , linha em que os pontos nunca satisfazem as condições exigidas .
Sempre penso que a diferença no que voce me diz e no que queria dizer, sempre acho que ficam espaços por preencher nessa nossa falácia .
Mas tú é arteiro, engenhoso , manso, e pensa aleatoriamente o que torna a minha ocupação de observancia um tanto dificil , mas gosto do aleatorio . Há sempre um ponto em voce em que está alguem , há em mim a ausencia de historias encantadas .
È tudo composto por partes finas ainda . Ténue .
- Mas é lindo a peculiaridade do casamento de azul e amarelo em seus olhos .

sexta-feira, 22 de maio de 2009

flor silvestre

Essa noite saí á rua e o vento forte , o mesmo vento que bagunça os meus cabelos e me esconde o rosto levou o meu guarda-chuvas . Não desistir do passeio , mas o olhei firmemente , e o vi levando-o consigo para longe de mim .
Quando não mais o via, eu vi os pingos que biliscavam-me os olhos . Esses pingos estilhiçam de mim os esbojos dos terrenos inóspitos que habito, é um processo facíl para os pingos : eu paro e eles trabalham sobre o meu corpo , me deixam nua .
Você vem envolve as mãos nos meus ombros , me olha e me leva . Revolve-me sempre que preciso . Eu me encho de expectativas , e você canta ao vento mal que tirou-me o meu guarda chuvas :
- minha flor .
Aquilo soa , aquilo encanta, aquilo anima . Você .
Os sonhos voltam a despontar em mim , te abraço , lhe toco os labios; O vento , o mesmo que bagunça os meus cabelos e me esconde o rosto lhe arranca de mim, desta vez eu nao o olhei , eu tentei agir e segurei no laço de teu sapato, porque para onde ele levou o meu guarda-chuvas e para onde ele vai lhe levar eu tenho que ir . Pedi , implorei , mas o rabujento por mim nada fez .
A expectativa de ser sua flor , deixar de lado a ocupação de flores silvestres que nao necessitam de cuidados está dentro de mim , e nesses dias de chuva , torno ir a mesma rua com um outro guarda-chuvas menos querido que o meu primeiro a espera dele , para pedir que me leve ; ele vem e nem o pobre guarda - chuvas ele leva .
ele sussura em mim :
- Papoila.