domingo, 24 de maio de 2009

teus olhos verdes .

A peculiaridade de seus olhos prende-me atenção, a combinaçao é toda por igual pefeita , a junção do amerelo com o azul . O verde.
Todo o resto é um movimento indefinido que se faz lindo , tens nos olhos o seu verde particular , tem em ti imbuido o ar arteiro e timido, e vive em pró de engenhosas traquinagens . Eu sempre penso assim quando somos envolvidos pela distancia entre o meu lugar e o seu .
As distancias são como linhas , e nós os pontos a quem a linha liga , linha em que os pontos nunca satisfazem as condições exigidas .
Sempre penso que a diferença no que voce me diz e no que queria dizer, sempre acho que ficam espaços por preencher nessa nossa falácia .
Mas tú é arteiro, engenhoso , manso, e pensa aleatoriamente o que torna a minha ocupação de observancia um tanto dificil , mas gosto do aleatorio . Há sempre um ponto em voce em que está alguem , há em mim a ausencia de historias encantadas .
È tudo composto por partes finas ainda . Ténue .
- Mas é lindo a peculiaridade do casamento de azul e amarelo em seus olhos .

sexta-feira, 22 de maio de 2009

flor silvestre

Essa noite saí á rua e o vento forte , o mesmo vento que bagunça os meus cabelos e me esconde o rosto levou o meu guarda-chuvas . Não desistir do passeio , mas o olhei firmemente , e o vi levando-o consigo para longe de mim .
Quando não mais o via, eu vi os pingos que biliscavam-me os olhos . Esses pingos estilhiçam de mim os esbojos dos terrenos inóspitos que habito, é um processo facíl para os pingos : eu paro e eles trabalham sobre o meu corpo , me deixam nua .
Você vem envolve as mãos nos meus ombros , me olha e me leva . Revolve-me sempre que preciso . Eu me encho de expectativas , e você canta ao vento mal que tirou-me o meu guarda chuvas :
- minha flor .
Aquilo soa , aquilo encanta, aquilo anima . Você .
Os sonhos voltam a despontar em mim , te abraço , lhe toco os labios; O vento , o mesmo que bagunça os meus cabelos e me esconde o rosto lhe arranca de mim, desta vez eu nao o olhei , eu tentei agir e segurei no laço de teu sapato, porque para onde ele levou o meu guarda-chuvas e para onde ele vai lhe levar eu tenho que ir . Pedi , implorei , mas o rabujento por mim nada fez .
A expectativa de ser sua flor , deixar de lado a ocupação de flores silvestres que nao necessitam de cuidados está dentro de mim , e nesses dias de chuva , torno ir a mesma rua com um outro guarda-chuvas menos querido que o meu primeiro a espera dele , para pedir que me leve ; ele vem e nem o pobre guarda - chuvas ele leva .
ele sussura em mim :
- Papoila.

sábado, 16 de maio de 2009

Kronos

Estavas enganado, tú sempre se engana quando resolve obter respostas minuniciosas . Vive na tentativa tola de procurar promiscuas aventuras em pró de meu mundo cheio de " secretismo" .
tú és um caçador delas, ama o dificil, e dá o " maior ponto" a quem ousa discordar do tempo.
Não te culpo dessa tua curiosidade, mas te culpo das suas duvidas , mas nao te culpo das fatansias que vc cria sobre mim quando roubo o tempo do sr. do tempo para dedica-los a mim . Juro , esses por menores são despropositais.
Lhe arranco o ar da graça , e tenho um jeito tão ousado que voce sempre termina dizendo :
-Que meninha viu ?
Mas seria complicado lhe tirar da posiçao de curioso e tentar lhe explicar como faço para guardar uma lagrima detrás desse sorriso que viro para o mundo . Voce sempre se pergunta como eu consigo .
Esse meu instinto de incubação de sentimentos trás mesmo um ar misteriso , poderia lhe contar se soubesse e se achasse conveniente . Tú és tão curioso .
Reguarde tua curiosidade , porque vc com sua curiosidade insiste sempre em perguntar e eu com minha mania de secretismo inssito em secretar .

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Intimo

As lagrimas, as que realmente deveriam cair ,marcar o nosso rosto de um brilho transparente são as que ficam por cair . As palavras que são necessarias dizer , as palavras que voce engole seco , são sempre as que ficam por dizer. Assim são com os sorrisos, os medos, os gritos , sempre os que devem ser feitos sao os que ficam por fazer .
Meu mundo é algo tão oculto e tao cheio de labirinto que nem eu sei descrever, ás vezes penso que sou mais do que uma simples submisa de mim, sou total e excessivamente escrava.
È complexo o bastamente para que seja o mais simples possivél , é louco o bastante para que seja o mais lucido de todos os intimos, é rabujento o suficiente para que seja o mais docíl de todos os intimos.
O meu intimo particular, tem mais fases que a lua , é mais sobrio que o escuro, e brilha mais que o sol , é tão intimo e particular que suas ordens sao minuciosamente respondidas , respeitadas e aceitas por mim .
O meu intimo, me deixa assim sem ritmo,me deixa com esse nó preso que a dor se torna fisica , o meu intimo me leva pra lonje daqui, o meu intimo ás vezes me leva a qualquer canto que eu pense em ir, ás vezes eu nem peço a ele , o danado é tão sabio que me leva e me trás .
O meu intimo é um anjo endiabrado .
È um intimo sabio , e vive como um sujeito estranho dentro de mim , és tú meu diabo .
Um intimo precoce , medroso e atrevido , um intimo que me dá alegria e me faz chorar,
no dia que esse sujeito traquino feito o diabo deixar de coabitar sua existencia em mim , eu deixo de existir .
Gosto de ser escrava de mim .

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Um dia . Talvez .

Um dia um encontro,
Noutro num acaso,
Outrora você chama de passado .
UM dia um descompasso
Noutro compasso
Outrora destino .
Um dia um ritmo,
Noutro dança
Outrora lembrança .
Um dia um toque ,
Noutro beijo ,
Outrora o gosto .
Um dia sim
Noutro não,
Outrora talves
Hoje nem sequer se vive ,
Tudo seguira pelo seguinte :
-Um dia irei te ver,
-Noutro iremos nos encontrar
- Outrora o arrependimento de não ter tempo de lhe encontrar .

Os nós

Há completa presença de nulidade em meus dias , há também ausência de pingos de mestria .
Sinto a presença de um travo amargo dentro do peito, e sinto o cansaço dobrar-me o corpo.
Lembro-me de quando tú reconhecia coisas preciosas em mim, coisas que tú reconhecia apenas com o intuito de levantar-me a auto- estima. Falava-me sempre de coias preciosas em mim, ainda que o que existisse em mim fosse a total ausência delas .
Há o som da chuva em meu corpo , que me serve de consolo.
Depois d' o nosso fim , andei revendo alguns retratos . Não há mais cor em nossas fotografias, só o preto e o branco, fotografias manchadas de falta de intrinseco em nós.
Tem sido pesados, os dias .Curvo-me diante do peso . Curvo-me de frente a esse relicario.
Um dia sugirá um desvio ... para que eu possa seguir em contra mão.
Deslaçou . Desamarou . Os nós .

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Prefiriria que o passado fosse totalmente apagado de nossas lembranças, se não o fosse totalmente ao menos essas lembranças ruins, elas vivem ao nosso encalço ,- vai ver, que esse sintoma de nostalgia seja combustivél para a sobrevivencia desse passado.
Preferiria milhoes coisas, preferiria ter o mar com o todo o seu coral na areia aqui de casa, assim nao precisaria ter que andar pelas ruas para encontrar o meu confessionario. Encomodo o meu.
Alguns pormenores sao realmnte intrigantes dentro de mim, são muitas minuciosidades e detalhes insignificantes que voce cria pra mim, cansa-me os tibres tantas minuciosidades assim.
Canso-me até comigo mesma, canso-me até das dores de cabeça.Canso-me.Às vezes tudo sem excessão me cansa.
Dias atras, poucos dias mesmo, tentei formar desenhos com as nuvens, nao consegui nada além de muito comun, dias atras quis contar as estrelas do céu aqui de casa. Do meu céu. Do céu que conteplo todas as noites . E, noite passada quis reler todas as suas cartas . Todas . Sentei no chao gelido do meu quarto e junto a penumbra que saia da janela , li, li uma por uma , atenta a cada letra , a cada virgula, a cada risco descontraido, tudo eu li .
Li, todos vezes o suficiente para que o sono entrasse no meu quarto de ponta de pé e me desse um sonifero , sem que o percebesse, e eu adormecesse alí, no chao gelido do meu quarto com a penumbra que saia da janela. - o sono, ás vezes me chateia .
Acordei com o corpo dolorido da rigidez do meu deleito, e continuei os meus outros dias com minha insignificante rotina , e o encalço de nosso passado .